Rui Brazão

Rui Brazão

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

  A utilização não ecológica dos recursos de alguns devido à procura do poder e o desejo, aliando a representações irrealistas no mapa mundo dos outros e desrespeito por esses mesmos mapa do mundo faz com que objetivo que poderia ser criar uma sociedade melhor,  seja completamente de desvirtualizado perdendo assim tanto os líderes de uma sociedade como a própria sociedade.        Acredito que se a intenção fosse ecológica a utilização desses próprios recursos seria muito mais positiva e os líderes iriam servir a sociedade em vez de se servirem dela. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O que é o coaching?

Podem ser fundamentais na vida e carreira de uma pessoa. Quem são, e como trabalham, os coaches?



A culpa foi de Éder. Desde que o herói do jogo contra a França falou da sua coach, ficámos todos a perguntar quem são estas pessoas, o que fazem, quanto custam? E como podem ser determinantes na vida e carreira de alguém? Sabemos que ajudam líderes de grandes empresas, desportistas, artistas e podem ser os catalisadores de mudanças radicais na vida dos clientes. Mas como o fazem?

Parece narrativa de livro de autoajuda, discurso de motivador barato munido de frases feitas. As metáforas não ajudam. A palavra «felicidade» confunde. Mas depois um jogador de futebol entra para a história ao marcar o golo da vitória de Portugal e fazer da seleção campeã da Europa e agradece… à coach – ninguém sabia ao certo quem era, só que se chamava Susana Torres e não é treinadora de futebol. E a palavra coach entrou no léxico geral.

Muitos CEO e diretores de empresas reúnem regularmente com coaches para aperfeiçoar trabalho e delinear objetivos. E o que fazem não funciona só para os clientes. Os orientadores também saem beneficiados. Jorge Coutinho, o pai de Nonô (Leonor), por exemplo, a menina que lutou contra um cancro e perdeu, mas que pelo caminho conquistou Portugal e as redes sociais com a sua coragem, só conseguiu aceitar a morte da filha com as «ferramentas» que recebeu a partir da atividade – de coach. «A dor existe, o sofrimento é opcional», diz ele. E garante que é feliz.

Um estudo realizado em 2012 pela International Coach Federation – considerado, segundo o New York Times, que também cita o estudo, como «o mais acreditado e credenciado organismo para formação de coaches» – estima que existiam, nessa data, cerca de 48 mil coaches em todo o mundo, um terço deles nos EUA. Não há dados oficiais recentes, mas o número tem crescido e a atividade alargou-se a mais países. Em Portugal, o coaching já existe há vários anos – sobretudo a nível empresarial – mas era mais um segredo do negócio. Eles não são treinadores – aliás, a palavra coach, que em inglês se escreve e pronuncia como «treinador », não significa, neste contexto, aquele que treina, mas sim «carruagem». Um coach será aquele que «nos carrega ou transporta do ponto A para o ponto B». No caso de Éder, o golo já tinha sido marcado antes, numa sessão de 60 ou 90 minutos com Susana Torres. É confuso? Sim, mas isto talvez seja o nosso sistema de crenças que é preciso derrubar, diria um coach.

O custo de uma sessão com um coach varia entre 300 e 500 euros. Os principais clientes são profissionais de topo, em todas as áreas. Trabalham na área do desenvolvimento pessoal e usam técnicas do campo da psicologia comportamental, além da PNL (Programação Neurolinguística), mas não só. Podem ser life coaches – e ajudar particulares a ultrapassar um divórcio, por exemplo, ou a encontrarem um caminho numa encruzilhada da vida, pessoal ou profissional. Podem ser executive coaches – e são a pessoa que se senta em frente ao líder e que o desafia a superar-se quando mais ninguém o faz. Avaliam o perfil psicológico do cliente e estimulam-no a atingir o máximo das suas capacidades. Garantem que a maior parte de nós desconhece os recursos que tem disponíveis. E são perentórios ao afirmar que quem faz o trabalho todo são os clientes. Eles só fazem as perguntas certas – as que obrigam a refletir.

Rui Alves é um bom exemplo. O empresário começou a interessar-se pela área de desenvolvimento pessoal aos 19 anos e encontrou um dos livros de Anthony Robbins – ou Tony Robbins, um dos mais famosos coaches mundiais e responsável pela popularidade da PNL. As formações de Tony Robbins são consideradas das mais intensivas e no primeiro dia dos cursos que dá pede aos participantes para caminharem sobre brasas quentes. «É o poder da metáfora. Se eu consigo fazer isto que considerava impossível, o que mais considero impossível e que consigo fazer?», pergunta Rui Alves. Depois de ter participado em dois cursos de Tony Robbins, sentiu que estava apto a criar a sua empresa na área das tecnologias de informação. Tinha 26 anos. «O que alcançamos é 80 por cento de psicologia e 20 por cento de estratégia», diz. A frase será repetida por outros coaches e coachees (clientes).

Oito anos depois, Rui Alves frequentou outro curso de Tony Robbins. Desta vez, o famoso Mastery University, que consiste num ano de formação em vários pontos do mundo, como EUA, Indonésia, Austrália, Singapura ou Espanha. Custa dez mil euros, mas «não há dinheiro mal gasto na área do desenvolvimento pessoal», diz. Foi durante esse curso quando estava nas ilhas Fiji, que conheceu Jorge Coutinho. Estávamos em 2014, no ano seguinte começaram as sessões de coaching.

Coutinho, hoje com 36 anos, garante que é o primeiro – e único – coach em língua portuguesa formado pela organização de Tony Robbins. Já atravessou o teste das brasas e, antes disso, já tinha abandonado uma bem-sucedida carreira de 13 anos como gestor. Em 2007 fundou a BeCoach – atualmente conta com dois coaches em Portugal, outros dois no Brasil e um parceiro no México. Em 2013, teve o maior teste da vida. «Fui confrontado com o maior desafio que um ser humano pode enfrentar: um cancro em estadio 5 na minha filha, quando ela tinha 4 anos e meio.» A filha era a Nonô, «a princesa côderosa», como o coach lhe chama no livro que escreveu após a morte da criança, 15 meses depois do diagnóstico. «Nesses seis anos adquiri ferramentas que pude aplicar em mim próprio.»

Coutinho adota facilmente o discurso de coach. Mesmo quando fala deste tema – ou sobretudo nesta altura. «Quantos carros já teve ao longo da sua vida? O nosso corpo é como um carro, a nossa alma pode ocupar vários corpos.» E lá vem nova metáfora, técnica que, segundo a psicologia, leva a mensagem ao nosso inconsciente. Porque acredita que vai encontrar novamente a filha, Jorge consegue aceitar a sua partida. E quem não acredita em vida após a morte? E quem não é espiritual? O que é que um coach diz a um pai que está a lidar com a doença grave de um filho? Jorge está habituado a colocar questões, não a dar respostas. Chamam-lhes «perguntas poderosas» e dão início ao processo decoaching ou de descoberta das «nossas motivações». «Um pai que passa por isso sente-se impotente e frustrado. O que eu diria como coach era para usar o poder dessa frustração para amar mais ainda o filho, transformar a impotência em amor.»

«Não há impossíveis.» «Não usamos todos os nossos recursos.» «Temos medo do sucesso.» As frases sucedem-se. Logo a seguir, vêm os factos: «Antes de 1963 era declarado fisicamente impossível correr a milha abaixo dos quatro minutos.» Até que alguém o fez. «Diziam que era impossível. Mas nada mudou em termos físicos, houve foi quem se recusasse a alimentar essa crença», continua Jorge Coutinho.

Fernanda Zimmermann chegou a Portugal há nove anos. «Vim por amor, casei com um português.» Trabalhara em marketing e publicidade, mas tinha feito vários cursos nas áreas de PNL e psicologia comportamental. No Brasil, recorrer a um coach é tão comum como consultar um terapeuta. Adriane Garcia chegou ao nosso país pela mesma altura, para apresentar um programa na TV Record. Conheceram-se, ficaram amigas. Foi Fernanda a única a acreditar em Adriane quando esta dizia que era possível apresentar um programa na televisão portuguesa. «Mas eu fazia castings atrás de castings e nunca era escolhida. Diziam que eu nunca conseguiria chegar ao público português por causa do meu sotaque.»

Havia também o preconceito. Fernanda, a coach, ajudou Adriane, a cliente, a perceber como chegar ao objetivo. Juntas, entenderam que mudar a forma de falar de Adriane era o caminho. «Continuo a ter sotaque mas já não conjugo os verbos no gerúndio e deixei termos brasileiros.» E o que lhe diziam ser impossível – a palavra proibida em coaching– aconteceu: em 2010, foi convidada para apresentar o programa Só Visto, na RTP. «O que eu fiz foi lembrar a Adriane a sua motivação», diz a coach. Agora, a apresentadora acha que é altura de dar um novo impulso à carreira e conta com a ajuda de Fernanda Zimmermann para o fazer.

Não temos todos as mesmas capacidades, mas temos todos capacidades. Este é um dos princípios que os coaches defendem com mais força. Mas se há capacidade que todos estes profissionais parecem ter em comum é o sonho antigo de ajudar os outros e o autodesafio que parecem ter implementado ao longo da vida. A ideia que fica é que o coachingera o objetivo natural no seu percurso de vida. «O coaching virou moda e tornou-se uma atividade que financeiramente pode ser rentável. Não há regulação ou fiscalização», avisa o fundador da BeCoach. Há resultados e isso tem chegado para que cada vez mais executivos de topo, desportistas ou até chefs de cozinha com estrelas Michelin usem os seus serviços.

António Cordeiro, que começou a vida profissional na área da Gestão Desportiva, tem 55 anos e chegou ao coaching através de negócios que desenvolveu paralelamente na área da restauração. Foi capa da primeira edição da revista Ideias e Negócios como um dos primeiros empreendedores no setor privado, graças à cadeia de pizarias Pizza na Brasa que tinha lançado. Foi nessa altura que percebeu que não era um líder mas «um palhaço irritado» que não sabia lidar com o stress. Decidiu procurar respostas na área do desenvolvimento pessoal. E em vez de gritar com a equipa, passou a falar-lhes de felicidade: «Olhavam para mim como se fosse louco.»

Em 2009 lançou-se como coach e desde então tem apostado também na sua própria formação. É life coach e executive coach e nem sempre lida com coachees fáceis. Como o chef Cordeiro, com quem só conseguiu fazer a primeira sessão de coaching à terceira tentativa. «Marcámos mas ele não estava a conseguir ter tempo na agenda. Convenci-o a ouvir uma história.» Sim, uma metáfora, Outra metáfora. Sobre um cortador de carpaccio que, ao diminuir a quantidade de fatias que conseguia cortar iria abandonar o restaurante onde trabalhava «porque lhe dava azar», até que descobriu que se tinha esquecido de afiar a faca. O coach quer que nos lembremos de que temos a faca – a capacidade – e que a temos de trabalhar.

Paulo Amado, 44 anos, é diretor-geral de uma editora e de várias publicações na área da gastronomia e cozinha. O empresário fez coaching com António Cordeiro durante dois anos. «Quando comprei as revistas onde era jornalista tinha trinta anos, entretanto passei por três crises económicas e sentia que estávamos envoltos numa nuvem negra, como se nada de positivo estivesse a acontecer. E eu quis encontrar ferramentas que me ajudassem a superar o momento em que estava.» Foi encontrá-las no coaching. «O António Cordeiro ajudou-me a perceber quais eram os meus objetivos e a perceber aquilo que eu queria realmente fazer.» Que era também escrever livros, que escreveu, ou aprender a tocar trompete, o que está agora a fazer. Não foi fácil. «Quando decidimos avançar na área do desenvolvimento pessoal há um momento de revolução em que tudo se agudiza. Quando mudas de casa existe uma altura em que estão as duas casas um caos – a que deixas e aquela para onde te estás a mudar. Isso acontece na nossa vida também.» Nova metáfora.

Ana Oliveira Pinto tem 50 anos e sempre trabalhou na área de formação. É executive coach e o seu discurso é mais incisivo, habituada a lidar com CEO nacionais e internacionais de peso. Admite que o serviço que presta é caro – uma sessão custa 500 euros – e por isso está direcionado a empresas, mas já recebeu propostas para fazer coachingindividual e aceitou. Foi o que aconteceu com a advogada Teresa Apolónia, de 37 anos. «Estava a passar por um período de transição na minha vida profissional e tinha muitas dúvidas. Tinha saído da sociedade onde tinha estado nos últimos oito anos, alugado uma cave para me lançar sozinha e entretanto descobri que estava grávida.» E perdida. Ana Oliveira Pinto apresentou-lhe um programa de nove sessões de coaching. Teresa Apolónia acabou por fazer apenas quatro mas garante que essa decisão lhe mudou a vida. «Tinha recebido a proposta de um grande cliente e já tinha decidido que não podia aceitar porque achava que não era capaz.» Mas a coach tinha-a confrontando com as tais «perguntas poderosas». «Percebi que ia ter uma filha e que não podia deixar fugir esse cliente. Liguei a um colega e nesse mesmo dia ele fez-me duas propostas: ajudar-me com o cliente e ainda me convidou para ser sua sócia.» Juntos, criaram uma sociedade, onde ainda está. «Estou no sítio onde sempre quis estar, a exercer advocacia da forma que realmente me satisfaz. O nosso lema – que pedimos a uma artista para reproduzir num quadro que temos na sala de reuniões é: “Life is a Work in progress. Enjoy it [ A vida é um trabalho em construção. Desfruta]”.»

COACH QUE AJUDOU ÉDER A MARCAR GOLOS
Susana Torres começou a trabalhar com Éder no ano passado. «Ele estava a olhar para as coisas erradas», explicou ao site MaisFutebol. «Quando começou a olhar o que o ajudava a potenciar resultados, percebeu que o coaching podia transportá-lo para um nível diferente.» Quando começou a trabalhar com Éder, o futebolista atravessava «uma crise de confiança». Traçaram objetivos: chegar à Premier League em seis meses. E marcar o golo decisivo no Euro.

À DISTÂNCIA – E QUANTO CUSTA?
Cerca de 75 por cento dos clientes são internacionais, dizem os coaches com quem falámos. É essa percentagem que lhes permite fazer do coaching a sua atividade profissional principal. As sessões, que duram em média 90 minutos, são realizadas através de Skype, normalmente uma vez por semana. A maioria dos coachees vive nos EUA, Brasil e Europa e são CEO e diretores de multinacionais. Pagam entre 300 e 500 euros por sessão. «É verdade que quando o Éder fala da sua coach talvez a maior parte dos portugueses não soubesse o que faz um. Mas todos os high performers sabem o que é um coach e usam os seus serviços», diz Rui Alves, empresário português e coachee de Jorge Coutinho.


Leia mais: Coaches: os estrategas da mente http://www.noticiasmagazine.pt/2016/coaches-os-estrategas-da-mente/#ixzz4GMMZdyf6
Follow us: @NoticiasMagazin on Twitter | noticiasmagazine on Facebook

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Motivação

https://soundcloud.com/antenalivre/poder-dos-comportamentos-com-rui-brazao-2016-05-19

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mergulho em você mesmo

Mergulho em você mesmo


Temos medo de estarmos connosco, mergulharmos em nosso interior. O silêncio e sua prática leva-nos a esta possibilidade de encontro profundo e revitalizador. Com o silêncio, encontramos a paz e o amor incondicional vem com toda a força transformadora. O amor é a força mais subtil do mundo. O mundo está farto de ódio. E é este ódio irracional e distante da força criadora que destrói, corrompe e ensurdece a humanidade.

Pare! Recomece! Reprograme-se... O silêncio pode ser o ponto chave desta nova caminhada. Pratique-o diariamente e transforme um pouco nosso mundo. Ouça-se.

Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.

Pratique diariamente o silêncio da paz. Respire profundamente algumas vezes. Inspire e sopre lentamente até ir relaxando e mergulhando dentro de si mesmo. Feche os olhos e silencie seus medos, preocupações e ansiedades diárias, por alguns momentos. Dê possibilidade à sua paz e dê a paz do mundo.

Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é...
Mesmo que outras pessoas não se importem. Atitudes simples podem melhorar sua vida.

Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados. Espalhe esta ideia.

Transforme o mundo, a partir de você. Seja a mudança que você deseja para o mundo.

Mahatma Gandhi

sábado, 7 de maio de 2016

COMO ALCANÇAR A FELICIDADE

COMO ALCANÇAR A FELICIDADE    
Para começarmos, podemos dividir todo tipo de felicidade e sofrimento em duas categorias principais: mental e física. 
Das duas, é a mente que exerce a maior influência em muitos de nós. A menos que estejamos gravemente doentes, ou privados de nossas necessidades básicas, a condição física representa um papel secundário na vida. 
Se o corpo está satisfeito, praticamente o ignoramos. 
A mente, entretanto, regista cada evento, por mais pequeno que seja. 
Por isso, deveríamos devotar nossos mais sérios esforços à produção da paz mental. 
A partir de minha própria limitada experiência, descobri que o mais alto grau de tranquilidade interior vem do desenvolvimento do amor e da compaixão. 
Quanto mais nos ocuparmos com a felicidade alheia, maior se tornará nossa sensação de bem-estar. 
O cultivo de sentimentos amorosos, calorosos e próximos para com os outros automaticamente descansa a mente. 
Isto ajuda a remover quaisquer temores ou inseguranças que possamos ter e, nos dá força para enfrentarmos quaisquer obstáculos que encontramos. 
É a principal fonte de sucesso na vida. 
Enquanto vivemos neste mundo estamos destinados a encontrar problemas. 
Se, nessas ocasiões, perdemos a esperança e nos desencorajamos, diminuímos nossa habilidade de encarar as dificuldades. 
Se, por outro lado, nos lembramos que não se trata apenas de nós, mas, que todos têm de passar por sofrimento, esta perspectiva mais realista aumentará nossa capacidade e determinação para sobrepujarmos os problemas. 
Na verdade, com essa atitude, cada novo obstáculo pode ser encarado como sendo mais uma valiosa oportunidade de aprimorar nossa mente! 
Desse modo, podemos gradualmente nos esforçar para nos tornarmos mais compassivos, ou seja, podemos desenvolver tanto a genuína empatia pelo sofrimento dos outros, quanto a vontade de ajudar a remover sua dor. Como resultado, crescerão a nossa própria serenidade e força interior.
                                                                                   Dalai Lama

domingo, 1 de maio de 2016

Não Desperdices o Teu Tempo a Viver a Vida de Outras Pessoas

Não Desperdices o Teu Tempo a Viver a Vida de Outras Pessoas

O teu tempo é limitado, por isso não o desperdices a viver a vida de outra pessoa. Não te deixes armadilhar pelos dogmas - que é a mesma coisa que viver pelos resultados do que outras pessoas pensaram. Não deixes que o ruído das opiniões dos outros saia da tua própria voz interior. E, mais importante ainda, tem a coragem de seguir o teu coração e a tua intuição. Estes já sabem, de alguma forma, aquilo em que tu verdadeiramente te vais tornar. Tudo o resto é secundário. 

Steve Jobs 

Tu És Deus

Tu És Deus

Tu, sim, és o Deus que vale a pena: o Deus que quer e consegue ser luz mesmo quando só parecia que conseguiria ser escuridão; o Deus que ama, que atrai, que exalta, que rompe, que geme. O Deus que faz milagres com um sorriso, que cura doenças com um abraço, que ergue pontes com um afago. O Deus que faz da ternura uma prece, da partilha um santuário. É isso, um Deus que faz milagres desde que queira, de verdade, fazer milagres, o que tu és. Oremos, irmão. 

Chegou a hora de seres a-teu. A teu. É a teu cargo que está criar o mundo. Todos os dias tens essa possibilidade, todos os dias nasces com essa força dentro de ti. Todos os dias és omnipotente: podes criar o teu mundo. E podes criá-lo exactamente igual ao que era antes e podes criá-lo completamente diferente do que era antes. Todos os dias crias um mundo, todos os dias tens o maior dos poderes nas tuas mãos. Como é que raios ainda não tinhas percebido que eras Deus? A teu. Ouve, recolhe, assimila: a teu. É tudo teu. Tudo o que és é teu. A teu. Sê a-teu. Ou então sê é-teu. E és omnipotente porque crias mundo e fazes milagres e separas águas. É-teu. E és omnipresente porque estás em todo o lado. Em todo o lado. Estás em todo o lado que é teu. És tudo o que é o teu mundo: és todo um mundo, crias todo um mundo e estás em todo o lado desse mundo. Como diabos é possível duvidares, por um segundo que seja, que és Deus?

(...) Não deixes nenhum abraço por dar, nenhum sorriso a apertar. Vai à tua vida e sê, na tua vida, a vida de quem vive na tua vida. Sê Ele para quem te é tudo. Sê Deus para quem te dá, todos os dias (muito mais do que quem te deu o corpo para respirar), a vida. É quem está à tua volta que te dá a vida: que te faz vivo. E és o Deus de quem te ama e te quer como quem te ama e te quer te é Deus. Não hesites em ajoelhar e em ser ajoelhado, em orar e em ser orado. Vai ser Deus. 

Pedro Chagas Freitas, in 'Eu Sou Deus' 

sábado, 30 de abril de 2016

Impossível é não Viver

Impossível é não Viver

Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho. 

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos. 

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram. 

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos. 

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz. 

José Luís Peixoto, in 'Abraço' 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A Subfelicidade

A Subfelicidade

O que mais dói não é – desengana-te – a infelicidade. A infelicidade dói. Magoa. Martiriza. É intensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar. Mas a infelicidade não é o que mais dói. A infelicidade é infeliz – mas não é o que mais dói. 

O que mais dói é a subfelicidade. A felicidade mais ou menos, a felicidade que não se faz felicidade, que fica sempre a meio de se ser. A quase felicidade. A subfelicidade não magoa – vai magoando; a subfelicidade não martiriza – vai martirizando. Não é intensa – mas é imensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar – mas em silêncio, em surdina, em anonimato. Como se não fosse. Mas é: a subfelicidade é. A subfelicidade faz-te ficar refém do que tens – mas nem assim te impede de te sentires apeado do que não tens e gostarias de ter. Do que está ali, sempre ali, sempre à mão de semear – e que, mesmo assim, nunca consegues tocar. A subfelicidade é o piso -1 da felicidade. E não há elevador algum que te leve a subir de piso. Tens de ser tu a pegar nas tuas perninhas e a subir as escadas. Anda daí. 

Sair da subfelicidade é um drama. Um pesadelo. Sair da subfelicidade é mais difícil do que sair da infelicidade. Para sair da infelicidade, toda a gente sabe – tu mesmo o sabes: tens de tomar medidas drásticas. Medidas radicais. Porque a infelicidade é, também ela, radical. Mas sair da subfelicidade é uma batalha interior muito mais dolorosa. Desde logo, porque não sabes se queres, mesmo, sair da subfelicidade. Porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a desilusão – terás, no máximo, a subdesilusão; porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a perda – terás, no máximo, a subperda. Estás a ficar perdido com o que te digo? 

A subfelicidade é o produto mais diabólico que a humanidade criou. A subfelicidade é resultado da mente, também ela diabólica, de quem tem consciência. Para um cão, para um gato, para um periquito, para um leão ou até para uma formiga, não existe a subfelicidade: a felicidade pacífica. Impossível: ou está feliz porque tem comida e bebida, ou está infeliz porque nada tem para comer ou nada tem para beber. Os animais, por mais cores que os olhos lhes dêem a ver, vêem o mundo a preto e branco . Ou é preto ou é branco. Ou é feliz ou infeliz. Ou é tudo ou é nada. O humano, esse, foi mais longe. E foi por isso que ficou, cada vez mais, refém do que está perto – do que está seguro. Formatado pela consciência, o homem assimilou um conceito que, na verdade, não existe: o da felicidade segura. Espero que estejas bem seguro nessa cadeira quando leres o que aí vem no próximo parágrafo. 

A felicidade segura não existe. A felicidade segura é segura, sim – mas não é felicidade. A felicidade pacífica é pacífica, sim – mas não é felicidade. A felicidade, quando é felicidade, assolapa, euforiza, arrebata. E não deixa respirar, e não deixa sequer pensar. A felicidade, quando é felicidade, é só felicidade. E tudo o que existe, quando existe felicidade, é a felicidade. Só ela e tu. Ela em ti. Ela em todo o tu. A felicidade, para ser felicidade, não tem estratos, não tem razão. Ou é ou não é. A felicidade é animal, de facto – mas é ainda mais demencial. Deixa-te louco de felicidade, maluco de alegria, passado dos cornos. Só quando estás dentro da felicidade é que estás fora de ti. Liberto do corpo, da matéria, da sensação – e imerso naquela indizível comunhão. Tu e a felicidade. Já a sentiste, não? 

Não há como dizer de outra maneira: se estás acomodado à subfelicidade, se tens medo de ser feliz e preferes a certeza de seres subfeliz: és um triste de todo o tamanho. A subfelicidade é uma tristeza. Uma tristeza de hábitos, de rotinas, de sorrisos – uma tristeza que inibe a surpresa, o imprevisível, a gargalhada. Uma tristeza que te faz refém do que fazes e te impede de te seres o que és. Olha em redor: a toda a volta há pessoas subfelizes, pessoas que dizem “vai-se andando”, pessoas que dizem “tem de ser”, pessoas que dizem “eu até gosto dele”, pessoas que dizem “sou feliz” com os olhos cheios de “queria ser feliz”, pessoas que dizem “é a vida”. Mas não é. A vida não é a quase felicidade. A vida não é a subfelicidade. E, se é a primeira vez que vês isso, fica entendido o que sentes. Ou subentendido, pelo menos. 

Pedro Chagas Freitas, in 'Eu Sou Deus' 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A Felicidade vem da Monotonia

A Felicidade vem da Monotonia

Em sua essência a vida é monótona. A felicidade consiste pois numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz. 
Os ilógicos doentes riem - de mau grado, no fundo - da felicidade burguesa, da monotonia da vida do burguês que vive em regularidade quotidiana e, da mulher dele que se entretém no arranjo da casa e se distrai nas minúcias de cuidar dos filhos e fala dos vizinhos e dos conhecidos. Isto, porém, é que é a felicidade. 
Parece, a princípio, que as cousas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as cousas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois, a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de cousas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela. 
Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre. A visão burguesa da vida é a visão científica; porque, com efeito, tudo é sempre novo, e antes de este hoje nunca houve este hoje. 
É claro que ele não diria nada disto. Às minhas observações, limita-se a sorrir; e é o seu sorriso que me traz, pormenorizadas, as considerações que deixo escritas, por meditação dos pósteros. 

Fernando Pessoa, in 'Reflexões Pessoais' 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Individualismo e Individualidade

Individualismo e Individualidade

Há uma grande diferença entre o individualismo e a individualidade. O individualismo é uma característica doentia da personalidade, ancorada na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, no desejo de atender em primeiro, segundo e terceiro lugar aos próprios interesses. Em último lugar, ficam as necessidades dos outros. 

A individualidade, por sua vez, está ancorada na segurança, na determinação, na capacidade de escolha. É, portanto, uma característica muito saudável da personalidade. Infelizmente, desenvolvemos frequentemente o individualismo e não a individualidade. 

Augusto Cury, in 'Nunca Desista dos Seus Sonhos' 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Tolerância é um Atributo dos Fortes

A Tolerância é um Atributo dos Fortes

A emoção é um campo de energia em contínuo estado de transformação. Produzimos centenas de emoções diárias. Elas organizam-se, desorganizam-se e reorganizam-se num processo contínuo e inevitável. O ideal seria que o círculo de transformação da emoção seguisse uma trajetória prazerosa, ou seja, que um sentimento de alegria se transformasse num sentimento de paz, que se transformasse numa reação de amor, que se transformasse numa experiência contemplativa. Mas, na realidade, o que ocorre na vida de cada ser humano é que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emoções alternam-se. 

Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. Não existe, como muitos psicólogos pensam, equilíbrio emocional. A emoção passa por inevitáveis ciclos diários. No entanto, a emoção é mais saudável quanto mais estável ela for e quanto mais perdurarem os sentimentos que alimentam o prazer e a serenidade. 

A tolerância é um atributo dos fortes e não dos fracos. A tolerância produz profunda estabilidade no campo da energia emocional. Só se constrói a tolerância quando se constrói primeiro a capacidade de compreender as limitações dos outros. 

Quanto mais uma pessoa for intolerante, mais será invadida pelos comportamentos dos outros, mais instável e angustiada será. O mesmo princípio ocorre com a capacidade de perdoar. Perdoar não é sinal de fraqueza, mas de grandeza. Só os fortes perdoam, só eles conseguem ver o que está por detrás dos comportamentos dos outros. A arte do perdão protege a emoção. A capacidade de perdoar e de ser tolerante depende de um treino. 

Augusto Cury, in 'Treinar as Emoções Para Ser Feliz' 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Perseverança

A Perseverança

Se há pessoas que não estudam ou que, se estudam, não aproveitam, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não interrogam os homens instruídos para esclarecer as suas dúvidas ou o que ignoram, ou que, mesmo interrogando-os, não conseguem ficar mais instruídas, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não meditam ou que, mesmo que meditem, não conseguem adquirir um conhecimento claro do princípio do bem, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não distinguem o bem do mal ou que, mesmo que distingam, não têm uma percepção clara e nítida, elas que não se desencorajem e não desistam; se há pessoas que não praticam o bem ou que, mesmo que o pratiquem, não podem aplicar nisso todas as suas forças, elas que não se desencorajem e não desistam; o que outros fariam numa só vez, elas o farão em dez, o que outros fariam em cem vezes, elas o farão em mil, porque aquele que seguir verdadeiramente esta regra da perseverança, por mais ignorante que seja, tornar-se-á uma pessoa esclarecida, por mais fraco que seja, tornar-se-á necessariamente forte. 

Confúcio, in 'A Sabedoria de Confúcio'